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segunda-feira, 30 de julho de 2018

A importância de parar


Vivemos na era do cansaço constante. Começamos a semana cansados, acabamos os dias exaustos.
Existe inclusive o culto do cansaço, a ideia de que se não estivermos constantemente cansados, não estamos a fazer as coisas bem.

Infelizmente, o ritmo acelerado da sociedade moderna tem-nos ensinado a ignorar os sinais de alerta que o nosso corpo nos envia: aliás, passamos grande parte da vida a treinar as nossas mentes para fingir que os nossos corpos não estão cansados, precisamente para sermos mais produtivos.

Hoje quero falar da importância de parar, de descansar e de como poderá afectar-nos.
Vou falar da minha experiência, pois esta sou eu, a stressada, a que corre constantemente contra do tempo.

Os últimos tempos têm sido uma provação aos limites que consigo impor ao meu corpo e ao meu cérebro, antes de começar a falhar.

E cada vez mais dou importância ao tempo. Aquele que é meu, de mais ninguém.
Seguem pequenas dicas do que gosto de fazer para desligar-me do mundo e conseguir descansar.

Chegar a casa e deixar o mundo lá fora. Tirar a roupa, a maquilhagem e vestir a roupa mais confortável. Aquela t-shirt que já viu mil lavagens e está macia, o que funcione para cada um.

Tirar 5 minutos para parar. Respirar, não ligar a televisão, não cair na tentação da internet, simplesmente estar.

Num mundo ideal, descansaria o resto do dia, mas todos sabemos que isto não é bem assim.

Portanto, depois de fazer todas aquelas coisas chatas que toda a gente tem de fazer, uns mais, outros menos, o ideal seria antes de dormir (pelo menos meia hora) desligar todos os aparelhos electrónicos. Televisão, computadores, telemóveis.

E é aqui onde todos nós erramos. Estamos ligados até ao último segundo.

Para minha sanidade, cada vez mais sinto a necessidade de desligar-me, de isolar-me de algo que acaba por consumir a minha energia, mais do que ajuda-me a descansar.

Em dias de cansaço extremo, em que parece que o mundo nos engole os meus truques são sempre os mesmos.

Jantar leve,  reconfortante.

Duche ou banho quente. Para simular os mecanismos do nosso corpo antes de adormecer, o corpo aquece e depois arrefece para dormir. Por isso é essencial que o quarto não esteja demasiado quente ou frio.

Uma bebida calmante. Um chá sem cafeína, um copo de leite morno ou até um dos chás calmantes que existem no mercado.

Aromaterapia. Esta entra no duche, no detergente com que lavas os lençóis ou até em balsamos que podes aplicar em pontos de pressão , e que te ajudaram a enganar o teu cérebro a relaxar.

Gosto de aromas quentes, baunilha ou até mesmo lavanda.

Um saco de água quente, uma bolsa de lama ou até uma almofada de caroços de cereja, que possa relaxar os músculos. Por vezes temos tensões lombares ou nos ombros, que parece que não desaparecem, um destes, que possa ser aquecido até uma temperatura agradável é um belo investimento.

E ao deitar, relaxar os músculos, tentar fazer o exercício de relaxar cada músculo, um de cada vez, desde os dedos dos pés e ir subindo, um a um, a relaxar. Pensar num lugar onde gostamos de estar e o que estamos a fazer.

Tudo isto porque cada vez mais esquecemos-nos que o dormir pouco pode ter danos irreparáveis. E tratamo-lo como algo normal.

Pode conduzir a irritabilidade, dores no corpo, lapsos de memória, dores de cabeça entre muitos outros.

Há que ter atenção quando começamos a falhar em pequenas coisas do dia-a-dia.

Coisas que fazemos todos os dias, que de repente temos de olhar 3 vezes, para perceber o que estamos a fazer. Não ignorem estes sintomas.

Podem conduzir a sintomas mais graves.

O nosso descanso, não deve ser afectado por factores externos que nos dão conforto momentâneo, deve sim, ser valorizado e tido em conta como parte da nossa rotina diária.

Aguardo as vossas dicas para descansar, para sair do modo  “ligado” que estamos sempre.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Porque escrevo e partilho o que me apetece, quando me apetece e como me apetece.


Ultimamente não tenho andado a saltitar de blog em blog como costumava fazer aqui há uns tempos, por lapso e distracção, ou mesmo por falta de paciência para certos conteúdos que não me interessam e me fazem ficar um bocado intrigada por haver tantos aplausos a coisa nenhuma.

Começo a ver demasiados textos cujas vírgulas são estupidamente substituídas por reticências (desconheço e não compreendo o motivo), a transbordarem de clichés e frases copiadas do icanread, ou de um diário de uma adolescente de doze anos, que em cada frase conseguem criar metáforas e comparações, com expressões como: 'as flores sorriram para mim...' e até com erros ortográficos para ajudar ao baile.

Todos temos os nossos sentimentos e faz bem partilhá-los, desabafarmos e tudo mais mas, se nossos serão, convém, no mínimo, sabermos exprimi-los à nossa maneira, sem andarmos às voltas a tentar fazer poesia prosaica para fingirmos que somos umas grandes divas do romance moderno e soarmos a Margarida Rebelo Pinto. Até porque nisto há que ter bom senso e saber incluir uma parte de nós no que fazemos, porque ser piroso é diferente de estar/ser sensível/sentimental. Na verdade, bem espremidos a maior parte dos textos não diz absolutamente nada, a não ser uma ideia muito floreada de uma situação hipotética, sem existir ponta de nexo e nada 'real próprio'.

Gosto de ler coisas de pessoas que sendo 'anónimas' (todos nós aqui o somos, uns mais do que outros) têm personalidade no que escrevem e que põem o seu cunho pessoal no que partilham (com textos brilhantes, parvos, lamechas, ridículos, circunstanciais, apaixonados, intrigantes; vale tudo!), sem terem que se agarrar a pensamentos bonitos para soar melhor; que quando escrevem tanto lhes importe ter zero, um, cem ou trezentos comentários ao post: que o façam somente porque lhes apetece e não porque estão a pensar que há quem vá aplaudir o que fizeram.

Sei que tenho pessoas que vêm cá de vez em quando (pelos comentários ou pelo contador - que se não estivesse ali, eu nem acreditava), uns quantos curiosos ocasionais,  outros que só vêm cá para dizer mal de alguma coisa, ou ver se falo sobre sexo e dicas para apimentar relações, como ser uma cabra do pior, ou sobre o verniz que me estalou no dedo mindinho do pé (e que tristes abalam ao seu terceiro segundo aqui: desculpem, sim?), ou quem se tenha enganado, ou  mesmo quem nem goste de nada disto e abale da mesma forma que entrou.

Não me julgo superior, nem serei superior a outros autores de blogs, ou mesmo a quem quer que seja, somente aqui quem gosta: lê, quem não gosta tem muitos outros blogs por onde escolher: juro que não me incomoda.

Porque escrevo e partilho o que me apetece, quando me apetece e como me apetece. Dou erros como toda a gente, debito parvoíces a qualquer hora mas, ao menos faço-o porque me apetece, e não porque tenho uma imagem a desenvolver ou a defender perante quem cá vem - de me serviria tal coisa?
(ah, e no caso de algum dia isto vos soar a um pardieiro sem sentido, avisem-me... porque vos agradeço).

by Ana, Dona do Café


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Estas palavras podiam ser minhas

Já me anulei para outros crescerem. Sofri. Fui enganada. Caí. Levantei-me e passei a gostar ainda mais de mim.
Hoje sou muito leal  a mim mesma, aos meus valores e ao que não quero na minha vida. E mostro-o e luto por isso com determinação tal que me chamam de insolente, intolerante e outras coisas começadas por “in”. Não faz mal. Não me abala. Não posso é deixar de ser eu.
Até porque...


At The End Of The Day All We Have Is Who We Are.


In:A Marta à conversa

domingo, 15 de abril de 2018

Estas palavras podiam ser minhas...


Tontos | Tontas
Existe uma "fornada" de tontos e tontas (...), que estão presentes em tudo,  festas, festinhas, showrooms, cocktails, lançamentos e inauguração ( seja do que for!)
Estes jovens que se colocam permanentemente em bicos dos pés, e em que a imagem é uma prioridade, têm como objectivos conhecer todas as pessoas, que de alguma forma lhes possam dar uma "ajuda" para poderem assim ter entrada em "tudo", o passe de press ou vip também é sempre bastante disputado entre os mesmos!
Não constroem nada, vivem a pensar num reconhecimento qualquer ( que só existe nas suas cabeças), ficam felizes, e sentem-se realizados sempre que recebem na sua caixa de emails um qualquer convite!
In : Pedro Crispim | Fashion Adviser

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Só quem cá anda é que entende.


É difícil explicar a alguém que não tem blogue e que não tem o hábito de ler blogs, como é que pessoas que não se conhecem de lado nenhum simpatizam umas com as outras, deixam mensagens de força, de parabéns, de coragem, palavras simpáticas*... Só quem por aqui anda entende que nós não nos conhecemos mas parecemos um grupo de amigas de longa data. * depois também há aquelas que só dizem mal, mas com essas não vamos perder tempo.

Rita.....mais uma vez ,obrigada pelas palavras.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Estas palavras podiam ser minhas : 11/09/2001


Tudo o que está ligado ao 11 de Setembro é impressionante. E, a cada ano, por esta altura, lá fico eu vidrada no ecrã. E é sempre aquele sentimento de horror e de incredulidade. Toda a gente sabe onde estava e o que estava a fazer no 11 de Setembro, é absolutamente incontornável, marcou-nos para sempre. (...) Eu estava em casa (...) Fiquei especada a olhar para aquilo e, como quase toda a gente, assisti em directo ao embate do segundo avião. E vi as torres desmoronarem-se, assim, em segundos. Parecia um filme de terror, cheio de fumo, fogo e efeitos especiais. Vi pessoas a atirarem-se de cabeça, uma imagem impossível de esquecer. Ao longo destes (...) anos, li e vi muita coisa sobre o atentado. Não sei porquê, mas isto sempre exerceu um estranho fascínio sobre mim. Não tem a ver com morbidez, tem mais a ver com incredulidade. Lembro-me de ir à net ver todos os documentários e mais alguns, e ser sempre aquele murro no estômago. Ter sempre as mesmas perguntas na mente. Como é que isto foi possível? Como é que alguém foi capaz? Como é que o mundo se tornou nisto? (...) Não é um exagero dizer que este dia mudou o mundo. Tornou-nos a todos mais desconfiados, mais cínicos, mais inseguros. O medo instalou-se e duvido que alguma vez venha a desaparecer. É uma merda termos de viver num mundo assim. Como é que é possível? Parece que foi ontem que o mundo mudou para pior.

In : A Pipoca Mais Doce

domingo, 10 de setembro de 2017

Estas palavras podiam ser minhas


Não sou uma pessoa triste, sou melancólico, não sou um bicho do mato, somente gosto da solidão, quando a mesma é opcional e não imposta...
Não sou um tipo frio nem distante, mas vivo num Mundo que as vezes me parece tão diferente daquele que a maioria vê, que me desligo inconscientemente e de forma automática do que esta em meu redor!
Não desconfio de todas as pessoas, mas existe em mim uma resistência na entrega e por isso levanto muros de metros e metros de altura, que surgem de forma instintiva.
Tantas vezes estou no mesmo local que todos os outros e em mim algo me diz, estamos aqui, no mesmo sitio físico, mas tudo em mim esta num outro sitio, criado possivelmente pelo meu imaginário.
Vivo os meus dias na sua maioria á margem de tudo e todos, mas nem sempre confortável com isso confesso, mas existe algo mais forte que me faz seguir aquilo que acredito, viver a vida da forma como a sinto, e apesar desse desconforto, não me entrego ao que é suposto, padronizado, e não vivo a vida que os outros querem que viva, e claro não partilho os mesmos ideais de quem me rodeia...
Sigo em frente com certeza das minhas opções, e apesar das muitas dificuldades que dai possam surgir, da estranheza de algumas pessoas, dos olhares incomodados dos outros, tenho a esperança de um dia existirem  pessoas que falem "a mesma língua" que eu, na verdade ao longo do caminho tenho encontrado algumas, muito poucas mas cada uma especial e única!

In Pedro Crispim | Fashion Adviser

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estas palavras podiam ser minhas :

COMPRAS ONLINE: TENHAM MUITO CUIDADO!!!


Hoje em dia é preciso ter muito cuidado com os sítios onde compramos as coisas, sejam elas um batom, um creme de corpo ou um amaciador. Nos últimos tempos a beleza e a maquilhagem estão muito na moda e reparo que há cada vez mais mulheres a saberem e a quererem saber mais sobre produtos e novas marcas. Ainda por cima com a Internet e as lojas online, as compras tornaram-se muito mais fáceis e rápidas, mas também menos ponderadas.

Por favor, tenham cuidado com os sítios onde compram este tipo de produtos! Pelos vistos há muitas lojas online que prometem vender produtos de marcas caras e famosas com descontos enormes e… é tudo falsificado!! E muitas vezes as consumidoras não se apercebem, porque cada vez mais os falsificadores fazem embalagens mais perfeitas.

O problema é que o produto não é original e pode muitas vezes ter componentes agressivos, que nunca deveríamos usar!

Achei que devia deixar aqui um alerta! Tenham muita atenção às lojas de onde mandam vir produtos de beleza e certifiquem-se sempre que essa loja é um revendedor oficial da marca em questão. Ah, e leiam sempre os ingredientes!

Via: A mulher é que manda


Eu não gosto de comprar make ou skincare online a não ser em sites como o CultBeauty , SpaceNK ou no próprio site da marca , tenho muito medo de estar a comprar um produto contrafeito. Se for possível gosto sempre de comprar em lojas físicas e aproveito quando vou viajar , por um lado a oferta é muito maior e depois encontro alguns dos produtos mais baratos.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Estas palavras podiam ser minhas: ser blogger


Quando criei o blog nunca pensei no trabalhão que ia dar e achava que ia ter tempo para tudo.
Todos ou quase todos os dias tento escrever um post para manter o blog activo e actualizado, mas para quem é blogger sabe que nem sempre é fácil. São muitas horas (pelo menos comigo é assim) em frente a um PC, faço imensas navegações na net, vejo muito as notícias e o que se passa na actualidade para poder comentar. Para além disso, às vezes faço posts sobre as minhas experiências de vida e sobre o que me vier à cabeça.

Trabalho, neste momento em part-time, o que me permite passar algumas horas com o blog, mas e quando trabalhar a tempo inteiro? Eu vou querer trabalhar igualmente no meu blog (nem que fique de rastos ao fim do dia...o meu blog é o meu escape, não posso passar sem ele).
Mas sou tão, mas tão bombardeada com perguntas que voces nem imaginam.
Em casa todos me dizem: Mas agora passas a vida no blog? Mas podes parar um bocadinho? Lá está ela sempre no blog!

E ouço isto todos os dias...
Com os amigos é quase a mesma coisa...vêem-me com o telemovel na mão e dizem logo: Já estás no blog? Ou então falam eles do meu próprio blog como se eu ali não estivesse.
Ter blog dá trabalho sim senhor, passo horas no PC ou no telemóvel, mas não o faço por sacrifício, faço-o por gosto. Tem dias que tenho os olhos arder de tanto tempo estar no PC, mas ser blogger não é fácil...

Ser blogger é escrever por gosto, escrever o que te apetecer, quando te apetecer, no meu caso "rouba-me" muitas horas, muitos dias tenho o dia tão ocupado que acabo exausta, mas sou tão feliz assim. Gosto de me sentir super ocupada e o meu blog permite-me isso.

Deixem-me blogar à vontade!

Adaptado de Ser blogger

domingo, 7 de maio de 2017

Estas palavras podiam ser minhas...


Ultimamente não tenho andado a saltitar de blog em blog como costumava fazer aqui há uns tempos, por lapso e distracção, ou mesmo por falta de paciência para certos conteúdos que não me interessam e me fazem ficar um bocado intrigada por haver tantos aplausos a coisa nenhuma.

Começo a ver demasiados textos cujas vírgulas são estupidamente substituídas por reticências (desconheço e não compreendo o motivo), a transbordarem de clichés e frases copiadas do icanread, ou de um diário de uma adolescente de doze anos, que em cada frase conseguem criar metáforas e comparações, com expressões como: 'as flores sorriram para mim...' e até com erros ortográficos para ajudar ao baile.

Todos temos os nossos sentimentos e faz bem partilhá-los, desabafarmos e tudo mais mas, se nossos serão, convém, no mínimo, sabermos exprimi-los à nossa maneira, sem andarmos às voltas a tentar fazer poesia prosaica para fingirmos que somos umas grandes divas do romance moderno e soarmos a Margarida Rebelo Pinto. Até porque nisto há que ter bom senso e saber incluir uma parte de nós no que fazemos, porque ser piroso é diferente de estar/ser sensível/sentimental. Na verdade, bem espremidos a maior parte dos textos não diz absolutamente nada, a não ser uma ideia muito floreada de uma situação hipotética, sem existir ponta de nexo e nada 'real próprio'.

Gosto de ler coisas de pessoas que sendo 'anónimas' (todos nós aqui o somos, uns mais do que outros) têm personalidade no que escrevem e que põem o seu cunho pessoal no que partilham (com textos brilhantes, parvos, lamechas, ridículos, circunstanciais, apaixonados, intrigantes; vale tudo!), sem terem que se agarrar a pensamentos bonitos para soar melhor; que quando escrevem tanto lhes importe ter zero, um, cem ou trezentos comentários ao post: que o façam somente porque lhes apetece e não porque estão a pensar que há quem vá aplaudir o que fizeram.

Sei que tenho pessoas que vêm cá de vez em quando (pelos comentários ou pelo contador - que se não estivesse ali, eu nem acreditava), uns quantos curiosos ocasionais,  outros que só vêm cá para dizer mal de alguma coisa, ou ver se falo sobre sexo e dicas para apimentar relações, como ser uma cabra do pior, ou sobre o verniz que me estalou no dedo mindinho do pé (e que tristes abalam ao seu terceiro segundo aqui: desculpem, sim?), ou quem se tenha enganado, ou  mesmo quem nem goste de nada disto e abale da mesma forma que entrou.

Não me julgo superior, nem serei superior a outros autores de blogs, ou mesmo a quem quer que seja, somente aqui quem gosta: lê, quem não gosta tem muitos outros blogs por onde escolher: juro que não me incomoda.

Porque escrevo e partilho o que me apetece, quando me apetece e como me apetece. Dou erros como toda a gente, debito parvoíces a qualquer hora mas, ao menos faço-o porque me apetece, e não porque tenho uma imagem a desenvolver ou a defender perante quem cá vem - de me serviria tal coisa?
(ah, e no caso de algum dia isto vos soar a um pardieiro sem sentido, avisem-me... porque vos agradeço).

by Ana, Dona do Café

quarta-feira, 15 de março de 2017

O que eu gosto de gente de verdade.


Daquelas que vão a jogo independentemente de tudo. Gosto de gente que chora e ri ; gente com sentido de humor;gosto de gente que gosta de gente de verdade; gente que sente; gente que cai e se levanta; gente corajosa ; com atitude; que se tiverem que mudar de rumo 37876648719 vezes na vida para serem felizes , o fazem; gosto de gente que diz , que olha nos olhos para dizer; (...) de gente que mexe comigo; gosto de gente que implica comigo; gosto de gente que me faz sentir gente.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Pelo direito de se sentir triste!


Hoje foi um daqueles dias em que levantar da cama foi um martírio. Só queria poder ter ficado trancada no quarto, olhando pro teto, fazendo o básico pro dia não passar em branco.
Tem horas em que todo mundo se sente assim, com vontade de ser intocável, de se resguardar num quarto escuro por horas e horas.
Enquanto isso, pipocam mensagens de apoio, de “sai dessa”, de “vamos sair”, e afins. Por que as pessoas não entendem que não há problema em se sentir triste?
Vejo um movimento em prol da felicidade, do bem estar, de estar sorrindo o tempo todo. É uma motivação nossa querer animar quem a gente gosta quando a pessoa tá pra baixo, como se a gente achasse que estar triste fosse algo penoso que ninguém precisa passar.
Eu entendo o lado bom e agradeço, mas me sentir triste faz parte de um processo de renovação que as pessoas não parecem entender.
Quando a gente se sente triste, a gente mergulha mais um pouco na gente. É como se nós tivéssemos tirado o dia pra ficar em silêncio, observar com olhos pesados as coisas, manter o mínimo de contato possível com os universos paralelos dos outros. É um modo de coexistir no mundo – a gente tá ali, mas não tá, tá afundado na gente, repensando e sentindo tudo com mais intensidade. É um processo necessário esse da tristeza: pra se livrar desse sentimento de pesar, nós precisamos senti-lo até que ele se esgote.
Digo sempre pros amigos com pós-namoro traumático, ou que foram demitidos, ou que tiveram uma perda pessoal grande que é importante que eles sintam. Sintam, chorem, botem pra fora tudo. Já disse isso antes e repito: a gente não apaga a triste, não extingue a angústia, não exila o peso pra fora da gente porque eles são sentimentos cíclicos. Nós os drenamos, e pra isso a gente precisa sentir tudo, como se fosse uma catarse necessária pra botar pra fora.
É por isso que eu ponho óculos escuros e ando em direção ao metrô com a minha playlist de instrumental clássico, que é pra sentir melhor. É por isso que eu fecho a porta do quarto quando chego em casa e apago a luz, respiro fundo e deixo o mundo lá fora.
É por isso que eu choro uma, choro duas, sinto o peito pesar pra caramba e deixo isso tudo ir saindo aos poucos de mim, seja através das palavras, do choro, da respiração ofegante, da corrida noturna, do soco no saca de areia ou do sono pesado.
Cada um tem a sua maneira de lidar com a tristeza. A gente deveria entender melhor e respeitar isso. O importante é descobrir a sua válvula de escape pra sentir tudo, pra se sentir triste e isso não se tornar algo pior. Se a gente não sente, acumula.
E tristeza acumulada é uma das piores coisas que se pode sentir.Avise aos amigos que eles não precisam se preocupar, você pede ajuda se precisar. Diga que não quer ir na tal festa se você não quiser ir mesmo e ponto final. Não tem disso de se obrigar a sentir algo que você não tá sentindo.
Vai por mim: quando você se permite sentir tristeza e respeita a sua (e a tristeza alheia), isso causa uma baita de uma felicidade particular que só você vai entender.

Daniel Bovolento

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estas palavras podiam ser minhas


Detesto esta coisa de blogues com conteúdos programados e que se limitam a falar dos mesmos temas a toda a hora e de uma forma excessivamente profissional. Com isto não quero dizer que não existem realmente bloggers que fazem um óptimo trabalho com este tipo de blogues, mas no meu entender são poucos/as aqueles/as que conseguem manter o seu toque pessoal ao mesmo tempo que tentam promover determinado produto.

Gosto de espontaneidade e de visitar um blogue sem saber ao certo o que irei encontrar. Gosto de bloguers que falem sobre si, sobre os seus planos, sobre a sua vida e do mundo em geral. Gosto tanto de bloguers que publicam várias vezes ao dia quer sejam publicações curtas ou longas assim como gosto em igual medida de bloguers que só publicam algumas vezes por mês. Gosto deste tipo de blogues porque são estes que fazem com que sinta algum grau de empatia pela pessoa que os escreve. São estes blogues que me me inspiram e que me fazem sorrir. São estes blogues que fazem com que fique com aquele sentimento de que conheço quem está do outro lado mesmo só ficando a conhecer aquilo que essa pessoa quer que os seus leitores conheçam. São estes blogues que eu visito diariamente e que me fazem sorrir com as suas conquistas e ficar triste com os seus momentos menos bons. São estes blogues espontâneos que me permitem sentir enquanto que os outros muitas vezes fazem-me sentir algo que não aprecio: indiferença.

Se conhecem blogues espontâneos como os que descrevi sintam-se no direito de os partilharem comigo. Ando desesperadamente a precisar de ler coisas novas.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Estas palavras podiam ser minhas: E critiquem-me por defender Salazar! Critiquem à vontade!


Liberdade e Democracia
Se eu gosto de poder votar? Gosto muito! Se eu gosto de poder escolher a minha profissão? Gosto muito! Se eu gosto de poder sair do país sem ter de pedir consentimento ao marido? Gosto muito! Se eu gosto de andar na rua sozinha seja a que horas for? Gosto muito! O que eu não gosto é das pessoas hoje em dia virem apregoar a liberdade de expressão e a democracia e depois não suportarem uma opinião diferente e virem com insultos e indignações. Porque afinal a liberdade é de todos e a minha acaba onde começa a vossa. Da mesma forma que a vossa acaba onde começa a minha! E critiquem-me por defender Salazar! Critiquem à vontade! Mas antes, façam-me um favor e vão ler um bocadinho sobre ele e não se baseiem apenas naquilo que ouvem. Por acaso sabiam que foi por causa do Salazar que o nosso país não se esmerdou na 2ª Grande Guerra? Por acaso sabiam que foi o Salazar que nos tirou da crise depois do estado em que os Republicanos deixaram o nosso país com a queda da Monarquia? Sabem porque é que o Salazar fechou as nossas fronteiras? Para dar oportunidade aos nossos agricultores, aos nossos pescadores, aos nossos industriais de terem trabalho e de venderem! Não é como agora que se compra tudo fora! Até as amêndoas do Algarve! Se ele exagerou? Claro que sim! Deveria ter parado numa determinada altura e fez mal em não o fazer. Se exagerou em algumas leis que publicou? Claro que sim! Há muita coisa que ele podia ter mudado logo na altura! Mas sabem que é que construiu as escolas todas e os hospitais deste país para que os iletrados todos pudessem ir à escola e para que as pessoas tivessem acesso à saúde? Pois é... Foi o ditador nazi e assassino.... Esse mesmo! E há outra coisa que muita gente também não sabe ou não se lembra... O Salazar já nem sequer era vivo em 1974... Só um detalhe! Se eu sou contra o 25 de Abril? Sou contra a forma como foi feito! Acham mesmo que a revolução foi pacífica? Acham mesmo que se tratou de uns militares a cantarolar pelas ruas com cravos espetados nas espingardas? Pois... Ninguém se lembra dos comunas que entraram pelas casas das pessoas dentro! Porque para os comunas, ter-se dinheiro era ser-se fascista, nazi e corrupto! As pessoas com dinheiro não podiam ser honestas e trabalhadoras... Ninguém se lembra das famílias inteiras que foram explusas das suas próprias casas e obrigadas a sair do país com uma mão à frente e outra atrás... Que ficaram sem as casas, sem as propriedades, sem os recheios, sem nada! Porque o comuna achava que quem tinha a mais tinha de dividir pelo povo! Sim! É uma bela forma de pensar... Os comunas de hoje em dia que se ponham a dividir o que têm pelo povo! Aposto que há por aí muita bibenda e muito mercedes nas mãos de comunas prontos para dividir com os camaradas... E metade dos comunas soubessem que o comunismo é ateu, deixavam de ser comunistas em três tempos! Da mesma forma que eu respeito quem está a festejar o dia de hoje com cravos na lapela, têm de me respeitar a mim e a toda a gente seja qual for a opinião! Porque não temos todos a mesma religião, nem cor política! Porque não gostamos todos de amarelo, nem de favas, nem de praia! E se tanto gostam da liberdade em todas as suas formas, não elevem as coisas à anarquia! Respeitem a diferença, da mesma forma que ela vos respeita a vocês!

Via : Este Blogue precisa de um nome
Escrito pela Kiki no Família de 3 e 1/2

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Estas palavras podiam ser minhas...


Querida leitora ou melhor: copiona dos textos do meu blogue:
Não a irei expor - não direi o seu nome, muito menos porei aqui o link para o seu facebook, instagram, ou blogue -, isso seria tornar-me tão baixa quanto você. Não quero isso, quero tão simplesmente que apague os MEUS TEXTOS das suas páginas nas referidas redes sociais. Tão simples quanto isso. A blogosfera é um ovo e não foi difícil avisarem-me do que estava a fazer. Tanto blogger bom, que escreve tão bem e foi logo escolher a merda que para aqui escrevo. Mas, mesmo sendo merda é minha e o mínimo seria linkar a autora: eu. Já não quero que me linke, quero que APAGUE, mesmo.
Se vem aqui, copiar, virá com toda a certeza ler este post.
Via : Este Blogue precisa de um nome 
                             Rita.....obrigada pelas palavras.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Estas palavras podiam ser minhas...


Não, não me peçam para decifrar: joguinhos, questões dúbias, meias palavras, meios gestos, a indecisão, o quase-que-estive-para-dizer-mas-não-disse, os silêncios. não me peçam. não digam, joguem, não façam, fiquem em silêncio, mas não me peçam para desvendar o enigma, a minha cabeça não consegue. não tenho essa capacidade. a minha mente é virada para a verdade nua e crua, para as palavras inteiras, para os gestos, para o dizer. não fui formatada para este género de jogos.

Via : Este Blogue precisa de um nome

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As declarações de Margarida Rebelo Pinto ao Bom Dia Portugal da RTP1 podiam ser minhas...


Eu fico profundamente triste enquanto cidadã portuguesa em ver este tipo de manifestação que demonstra falta de civismo das pessoas que vão interromper, tentar perturbar, o trabalho daqueles que governam o País. É bom que as pessoas não tenham memória curta e que percebam que nós não chegámos aqui por acaso e que não é este Governo o responsável pela ultra-precária situação que a economia vive.Não é com esta atitude de treinador de bancada, ir para lá e mandar vir, que as coisas se resolvem.

Declarações de Margarida Rebelo Pinto ao Bom Dia Portugal da RTP1.

sábado, 16 de novembro de 2013

Mudar*


Há alturas na vida em que precisamos de mudar de (l)atitude. Ter essa coragem. Precisamos sair um bocadinho da nossa zona de conforto e aceitar que o princípio também pode ter fim. Abrir os braços aos recomeços, agradecer por tudo o que temos e desejar que a vida (tão sábia e previdente) nos conduza sempre pelo melhor caminho. É preciso ter humildade para admitir que não estamos sempre certos e que pedir desculpa por erros e falhas é sinal de maturidade e não de fraqueza. E depois deste exercício urge virar a página e seguir em frente.
É que uma mudança, naturalmente imposta por outras mudanças, é um momento de renovação. E para a viver em pleno e aproveitar tudo o que tem para nos dar é preciso parar de olhar para trás, projectar o olhar no horizonte e confiar no que está por vir. Com fé, muita fé. Fé em nós, nos outros e em tudo o que de bom merecemos receber. 
In: às nove no meu blogue